Programa de Pós-Graduação em Antropologia

In Memoriam: Simoni Lahud Guedes

Simoni Lahud Guedes, Professora Titular e uma das fundadoras do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense, faleceu no dia 18 de julho, em Niterói, RJ. Natural de São José do Calçado, Espírito Santo, nascida em 3 de agosto de 1949.

Simoni fez Bacharelado (1971) e Licenciatura (1973) em Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense, Mestrado (1977) e Doutorado (1992) em Antropologia Social no Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi subchefe de Departamento (1991-93), vice-diretora do ICHF (1995-99), coordenadora do curso de Ciências Sociais (2002-06), foi também coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (2007-10), onde continuou lecionando e orientando depois da aposentadoria, e Membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), onde foi coordenadora da Comissão de Ensino e Ofício.

Ela foi membro gestora e pesquisadora do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC), onde coordenou convênios CAPES-SPU (Argentina) e várias pesquisas, pesquisadora do CNPq nível 1b, vencedora do Prêmio UFF de Excelência Científica em sua área e Membro do Grupo de Trabalho CLACSO Deporte, sociedad y políticas públicas. Com imensa publicação de artigos e livros, em destaque “O Brasil No Campo de Futebol: Estudos Antropológicos Sobre Os Significados do Futebol Brasileiro”, “Jogo de Corpo: Um Estudo de Construção Social de Trabalhadores” e “Nações em campo: Copa do Mundo e identidade nacional” (coautoria com Edison Gastaldo), a antropóloga Simoni foi pioneira ao inaugurar o campo de pesquisa etnográfica sobre o futebol. Seus interesses de pesquisa sempre estiveram ligados às etnografias das representações, dos trabalhadores urbanos, de gênero, e, mais recentemente, das pesquisas comparativas sobre projetos sociais esportivos nos contextos brasileiro e argentino.

Conhecida pela sua paciência e generosidade entre seus colegas e orientandos e orientandas, para quem sempre tinha palavras de incentivo e acolhimento. Sua casa era uma extensão do seu gabinete, onde habitualmente se reuniam para orientar e aconselhar. Flamenguista convicta, sempre de bom humor – nem sempre quando o Flamengo ia mal, gostava de cozinhar comida árabe e contar caso antigos de sua vivência no campo da Antropologia, onde mostrava sua habilidade de educar, orientar e cativar seus ouvintes.

Expressamos aqui nosso imenso pesar pela perda de nossa amiga, colega e orientadora, estendendo nossos sentimentos a toda família.

Sentiremos muito a sua falta!

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